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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Top 10 gigs @ Malaguetas

Mais que ver essa ou aquela banda, nada se compara a conseguir sentir as emoções mais estranhas no meio de uma galera que você nunca viu na vida, mas que de alguma forma compartilha do seus gostos e prazeres em uma noite. Esse ano, confesso até meio decepcionada que vi menos bandas brasucas, mas em compensação me joguei no mainstream e sim, fui muito feliz.

Vi indies, emos, eletrônicos, headbangers, punks e até sertanejos (sim, acredite) em uma atmosfera muito variada que me fez rever vários conceitos sobre música em si, fãs, indústria e showbiz. Não sou eclética (aliás, detesto esse termo), mas aprendi que distanciamento crítico é a chave para qualquer boa ideia e análise. E que pré-conceitos musicais só te limitam a referências do que você pode vir a ouvir amanhã.

Vi de Charlie Brown a Evanescence, de Móveis Colonias de Acaju a CJ Ramone, de Cachorro Grande a Etienne de Crecy, participei da produção de um documentário de um festival independente (Grito Rock 09) e vivenciei sensações diferentes em cada uma das apresentações desse ano, bem agitado por sinal. É claro que gostei mais de uns do que de outros (alguns não gostei nada), mas acho que foi tudo muito válido. Por isso entrei nas listas de fim de ano com uma despretensiosa colaboração: o meu best-of-gigs. Para ler a resenha, é só clicar no título do show. Enjoy. ;)

Aaah, porque não né?! Nem só de coletes e cortes de cabelo modernete vive a música. Foi legal fugir do lugar comum e encontrar fãs famintos na primeira apresentação dos caras no Brasil. Não sei se é um show que iria de novo, mas cantar 'I wanna Rock!" foi bem engraçado.

O Oasis só ganhou o nono por causa de um resto de consideração que tive por minha adolescência. Além da chuva e dos preços que pareciam um assalto, a banda fez um show morno, mas cheio de hits que seguraram bem a galera. Foi maravilhoso para quem estava de frente para o palco e mediano para todo o resto da plateia. Senti um pouco de relaxo dos caras na apresentação, apesar dos sons muito bem tocados.

Como já disse, esse ano foi o que tive menos tempo para acompanhar o que estava rolando na cena underground. Ainda assim vi poucos, mas bons shows de bandas brasucas e conheci gente nova fazendo coisas muito legais também. Mas só o Black Drawing Chalks me redespertou aquela vontade louca de tirar a roupa quando dou play na música. E o show que rolou no Inferno com o Chuck, ex-Forgotten, só provou que ainda existe futuro pro raw rock and roll brasileiro.

Li no Scream and Yell que o Brandon Flowers é o Bon Jovi do indie, e concordo plenamente. O som estava perfeito e o palco era uma bela reprodução de um cassino, constraste perfeito com a lama que tomou a chacára do Jockey e as barras das calças dos fãs. Foi bonitinho, romântico e apaixonante. E sim, consegui resgatar meu tênis. o/

Achei que podia passar na vida sem ver um show do Iggy Pop. Mas depois de ver o grau de insanidade que ainda existe neste corpo percebi que não dava para ficar sem. O show não foi nada além do que eu já esperava, mas só por causar encrenca com os seguranças mandando a galera subir no palco e por conseguir sair da suavidade do jazz para a agressividade do Stooges em uma virada de música, ele merece o sexto lugar.

O único show em que a chuva deu o tom certo na apresentação. Intenso e ao mesmo tempo suave, o Sonic Youth transpirou seu existencialismo musical e colaborou para que o Planeta Terra fosse o melhor festival do ano. Além disso, ver uma mulher cinquentona se jogando no chão do palco é realmente inspirador. Quando crescer quero ter 1/3 do charme e do poder da Kim Gordon.

Esse foi o show que abriu os clássicos do mainstream do ano. Quase uma década longe das terras tupiniquins, os maiores marketeiros do rock me fizeram escrever a única resenha do show de cima de uma árvore. A diversão ainda me deu direito a ganhar uma pintura de uma fã e comprar uma calcinha tematizada enquanto ouvia "Rock And Roll All Night". Descobri que tenho mais equilíbrio do que imaginava e que às vezes ser poser pode ser muito divertido.




Uma coisa é ouvir, outra é ver né gente?! Dá para imaginar uma banda que com mais de 30 anos de carreira ainda consegue ser visionária e fazer músicas antigas parecerem algo do futuro? Depois de ver a apresentação dos caras cheguei a duas conclusões: 1 - meus horizontes musicais foram rasgados, junto com algum resto de senso comum. 2 - Eles com certeza atravessaram uma fenda no tempo e já sabem o que vai acontecer depois do 2012.




O que alguns desentendidos achavam que iria ser um chororô coletivo, foi o mais belo show do ano. Um universo paralelo com direito a show de luzes no palco e entrega total de Thom Yorke nos instrumentos. Uma dose de ácido para os sentidos em meio a uma catarse coletiva.




Ainda existe alguma dúvida? Os maiores clássicos do rock cantados por 70 mil pessoas + uma locomotiva no palco, Brian Johnson, canhões, sino gigante, strip do Angus, boneca inflável, Malcolm, chamas, Angus de novo, fogos de artíficio, Phill & Cliff, e um verdadeiro exército de diabinhos. O inferno de verdade não deve ser tão bom.

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Não entraram no Top 10, mas valeram a experiência.

- Grito Rock 09 @ Kitsch Club + várias casas
- Cachorro Grande / Móveis / Cordel / Autoramas @ Sesc Pompéia
- CJ Ramone @ Outs
- Bourbon Street Festival 09 @ Ibira
- Cérebro Eletrônico @ Outs
- Boris Brejcha @ Clash
- Yuksek @ Glória
- Etienne de Crecy @ Planeta Terra
- U2 @ Youtube +++
- Easy Star All Stars @ Clash

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Obrigada Deeeeus!

Essa notícia merece um post relâmpago (mesmo que isso custe parte do meu almoço). AC/DC NO BRASIL DIA 6 DE DEZEMBRO!!!! A nota é do jornal Destak de hoje, eu ainda não faço a menor ideia de onde raios eles tiraram essa notícia, já fucei Myspace, Twitter e site e ainda não vi nada, mas ESPERO [em tom intimidador] que seja verdade. Por via das dúvidas já vou começar a comemorar, rezando por esse dia tão memorável de minha vida. Obrigada Brisa Issa e Carol da redação que me deram um toque de manhã. =)

Vídeo petisco AC/DC:



Já vou aproveitar a deixa para comemorar a vinda do Paul entre o fim desse ano e o começo do ano que vem no encerramento de sua última turnê. O twitter @mccartneybrasil está cuidando de me deixar subindo pelas paredes de ansiedade. Se isso for realmente verdade, a partir do segundo semestre do ano que vem já posso morrer feliz.

Vídeo petisco Paul:

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Cat Power de volta ao Brasil? Siiiiim!

O site não diz nada, nem a Matador Records, nem o myspace oficial. Mas, há quem diga por aí que a gatíssima Cat Power (Charlyn Marie Marshall na certidão de nascimento) e a banda Dirty Delta Blues voltam a tocar em Sampa no Via Funchal, dia 18 de julho. O último show dela em Brazilands foi no Tim Festival 2007, para a divulgação do excelente Juke Box. Esperamos que sim, né?! Mas, só esperando para saber...Qualquer novidade, volto a postar aqui ;)

UPDATE: Aêê! Já tem novidade =) A assessoria da cantora confirmou o show por aqui e os ingressos variam entre R$60 (pista) e R$300 reais (camarote VIP), a venda deve começar amanhã no site do próprio Via Funchal.

terça-feira, 31 de março de 2009

New York Dolls de volta a São Paulo

Pensa em uns caras velhos. No Keith Richards e a troca mensal de sangue. Pensou? Dá um forward um pouquinho para frente, em 1973, na época que o Marky Ramone ainda era michê e ser sujo, pensar sujo e agir sujo era o lema de qualquer banda em ascenção. Pois é, o New York Dolls faz parte dessas relíquias. A diferença é que em vez de rolar nos cacos de vidros, eles preferiam a drug-and-drag-tragedy-comedy, mais conhecida como glitter punk ou glam rock.

Eles conseguiram ser ao mesmo tempo a melhor e a pior banda eleita pela Creem Magazine e fizeram história com apenas três álbuns oficiais: New York Dolls (1973), It´s Too Much Too Soon (1974) e One Day It Will Please Us To Remember Even This (ufa, de 2006).

O ano passado eles deram uma passada no Brasil no Festival Abril pro Rock e voltam esse mês para uma única apresentação no dia 25 de abril. Os membros remanescentes mais velhos, ainda vivos e aptos a tocar são o vocalista David Johansen e o guitarrista Syl Sylvain.

Além das letras deliciosamente sarcásticas e das unhas pink, eles ensinaram (ou desensinaram) muita gente por aí e fizeram caras como o Morrissey gritar como uma menininha nos shows, virando até presidente de fan club oficial.

Vamos ver se a barulheira ainda vale a pena ;)


Data:

25 de abril (sábado) às 22hs

$$
Pista: R$ 100,00
Mezanino: R$ 130,00
Camarote: R$ 180,00
Cartões de Crédito: Visa, Mastercard e Diners

Infos:
(11) 2198-7718

Vendas online:
www.viafunchal.com.br

quarta-feira, 11 de março de 2009

Oasis faz quatro shows no Brasil

Eis que os irmãos Gallagher e companhia voltam ao país tropical em maio para quatro shows, segundo eles “a maior turnê já feita no país”. A divulgação do sétimo álbum da carreira, "Dig Out Your Soul" ainda passará por várias cidades da América Latina. A última vez que eles deram as caras por aqui foi em 2006 na divulgação de "Don´t Believe the Truth".

Os ingressos começam a ser vendidos a partir do dia 20 de março no site ticketmaster. Mais informações nos telefones: (11) 2846-6000 (São Paulo) e 0300 789 6846 (outros estados).

Datas:

7/maio – Rio de Janeiro – Citibank Hall
9/maio – São Paulo – Arena Anhembi
10/maio- Curitiba – Pedreira Paulo Leminski
12/maio – Porto Alegre – Gigantinho

Sobre Dig Out Your Soul


Gravado obviamente nos estúdios da Abbey Road em Londres, o disco foi produzido por Dave Sardy que já trabalhou com Rolling Stones e LCD Soundsystem. Não sei se para o bem ou para o mal o quarteto segue sempre a mesma linha e o britrock gallagheriano não pareceu mudar muita coisa. Na Inglaterra fizeram uma ação de divulgação simultânea, onde o nome do álbum aparecia escrito em paredes e muros de cidades como Liverpool, Glasgow e Leeds.

Em uma entrevista à Reuters, Liam disse que o álbum é menos acústico e muito mais rock and roll. Ainda não escutei ele inteiro, mas gostei bastante da versão de Falling Down do Prodigy feita em parceria com Twiggy Ramirez (ex-atual-baixista do Marilyn Manson), ela pode ser ouvida no myspace oficial.

Track List:

1 Bag It Up - 2 The Turning - 3 Waiting for the Rapture - 4 The Shock of the Lightning - 5 I'm Outta Time - 6 (Get Off Your) High Horse Lady- 7 Falling Down - 8 To Be Where There's Life - 9 Ain't Got Nothin - 10 The Nature of Reality - 11 Soldier On

Ps.: Aê Ágatha! Vai poder tirar aquele seu vestido "verde Oasis" do armário =)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Radiohead, Iron Maiden, Motörhead, The Doors e KISS no Brasil!

Aêêêêê, galera! 2009 não só promete, como já está cumprindo. Só nesse semestre teremos uma enxurrada de shows no mainstream: Radiohead, Iron Maiden, Motörhead, The Doors (Riders on the Storm) e...e...KISS comemorando 35 anos de banda!!Yeeeeeeeeeeeah! O bom Deus do rock and roll está ouvindo as minhas preces. Achei que nunca ia poder dar risada das maquiagens do Gene Simmons e cantar Firehouse ao vivo, que não ia poder contar para os meus filhos que ouvi o teclado de Light My Fire olhando para as mãos do Ray Manzarek, me dar ao luxo de ficar na fossa com Radiohead ao fundo (ou a frente) e descobrir o que a verruga do Lemmy tem de tão especial. Só coloquei o Iron na lista por que eles fazem parte desse circuito, mas todos conhecem o pacto do Edge com o tio Lú, portanto vão viver suficiente para tocar para os meus bisnetos.

Todas as bandas já visitaram o Brasil, mas com certeza vale a pena vê-las de novo. Por isso, organizei esse post super informativo com todas a datas, preços e horários para você ;)

IRON MAIDEN - Turnê Somewhere Back in Time
Quando: 15/03
Onde: Autódromo de interlagos, abertura dos portões: 16hs
Ingressos: Pista premium: R$ 550,00 Inteira/Pista normal - R$ 240,00 Inteira (sim, as meias acabaram)
Por tel: (11) 2087-2608 (11) 3435-2005

RADIOHEAD - Festival Just a Fest
Bandas de abertura: Vanguart, Kraftwerk
Quando: 22/03/2009 (domingo), abertura dos portões: 16hs
Onde: Chácara do Jockey, São Paulo
Ingressos: RS200 (inteira), R$100 (meia) - Pista
Vendas: Ingresso.com

KISS - Alive/35
Vendas a partir do dia 5/fev
Quando: 7 de abril
Onde: Arena Anhembi, horário: 21h30
Ingressos: R$ 170 (pista inteira) e R$ 350 (pista vip).
Vendas por tel: (11) 2846-6000 ou 0300 789 6846, das 9h às 21h - segunda a sábado
Pela web: Ticketmaster

MOTÖRHEAD -Divulgação do álbum Motörizer
As apresentações serão em abril, mas ainda não tem data e hora confirmada.

THE DOORS - Riders on the Storm
Quando: 18 de abril
Onde: Espaço Anchieta, horário: 23:00hs
Ingressos: VIP: R$500,00/ Pista: R$200,00
Vendas: No Citibank Hall/SP

Ps.: Estava dando uma olhada no underground e também vai rolar muita coisa boa, vai ficar pra um próximo post.

Postado ao som de:
Nine Inch Nails (NIN) - Fuck you like an animal

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Enfim 2009!

Depois de umas fériazinhas, venho desenferrujar os dedos e despreguiçar para um 2009 que só está começando. Já andei dando uma fuçada por aí e descobri que se depender dos shows que estão por vir o ano vai ser bem agitado. Não deu tempo para me despedir de 2008 online e sinceramente ainda acho que ele acabou bem tarde. Por isso e para compensar, o primeiro post do ano já vai entrar com boas notícias.

Agora no fim de janeiro entra no ar o site UnderBrasil (do qual faço parte) que entre notícias, resenhas, releases e matérias contará com uma equipe que não se contenta apenas em informar superficialmente, mas dará um verdadeiro mergulho no passado, presente e futuro do underground brasileiro. A idéia é mostrar o outro lado da história, sem medo e sem rabo preso. O conteúdo é patrocinado pela Oba Shop e super apoiado pelo Nick (baixista e vocalista da banda Fistt). O blog já está no ar com uma ótima entrevista do Gustavo Pelogia com o Koala, que fala um pouco sobre o atual relacionamento do Hateen com a gravadora, com os fãs e alguns de seus planos para um álbum novo no próximo semestre. Compensa ouvir.


Nos adicione também:


Aprofundando meu interesse no jornalismo cultural, iniciei uma pesquisa que falará sobre a imprensa alternativa brasileira, desde a década de 60 até os dias de hoje. Falarei um pouco sobre o começo, a influência da contracultura, a censura, os meios que os jovens da época usavam para expressar suas posições políticas e as várias transições até chegar aos dias de hoje. Como os zines viraram blogs, como a internet popularizou e ao mesmo tempo vulgarizou o conteúdo e como ela é vista atualmente nesse meio. É importante lembrar que tenho bastante caminho pra percorrer e esse é só o início, algumas coisas ainda podem mudar. Mas, qualquer sugestão ou crítica é bem vinda e assim que tiver algo concreto, vou postar essas informações em um outro blog, também vou dando notícia pelo twitter.


E vamos finalmente ao que o blog se propõe!
Com quase nove anos de banda, o Otep visita o Brasil durante a "South American Tour" que inclue shows em Santiago (Chile), Rio de Janeiro e São Paulo. Liderada pela vocalista Otep Shamaya, eles vêm para divulgar os sons dos 2 EP's e 3 álbuns lançados. Estou bem curiosa para ver o show ao vivo. Já tinha dado uma olhada em uns vídeos no you tube e a Shamaya parece realmente ter o gogó todo que se ouve nos álbuns. O som tem umas misturebas típicas e pesadas de nü metal, com uns efeitos bem legais nos backing vocals que ela mesma faz.

Para quem curte ou quer descobrir...


Infos do show de Sampa:

Data: 01/02/2009 - 19hs30
Local: Santana Hall (Avenida Cruzeiro do Sul, 2737 - Ao lado da estação de metrô Santana)

Ingressos:
Pista
Lote 1: R$50.00 (meia entrada e promocionais)
Lote 2: R$60.00 (meia entrada e promocionais)
Na porta: R$80.00 (se não esgotar)

Camarote:
Lote 1: R$65.00 (meia entrada e promocionais)
Lote 2: R$75.00 (meia entrada e promocionais)
Na porta: R$ 100.00 (se não esgotar)

Locais de venda:
Galeria do Rock
Loja 255 Records (11) 3361-6951
Loja Zeitgeist (11) 3222-8173

Internet:

Mais infos:

Foto:
Myspace oficial

Post concebido ao som de:
Little Wing, da coletânea Experience Hendrix: The best of Jimi Hendrix.
Ghostflowers do Otep (Que tem um baixo super rápido e muiiiito style).
Experimentando um momento bonitinho com Northern Downpour do Fall out boy (brincando de Weezer no álbum Pretty Odd).
Young Folks do Peter Bjorn and Jhon, o primeiro som que ouvi e esse ano.