terça-feira, 31 de março de 2009

New York Dolls de volta a São Paulo

Pensa em uns caras velhos. No Keith Richards e a troca mensal de sangue. Pensou? Dá um forward um pouquinho para frente, em 1973, na época que o Marky Ramone ainda era michê e ser sujo, pensar sujo e agir sujo era o lema de qualquer banda em ascenção. Pois é, o New York Dolls faz parte dessas relíquias. A diferença é que em vez de rolar nos cacos de vidros, eles preferiam a drug-and-drag-tragedy-comedy, mais conhecida como glitter punk ou glam rock.

Eles conseguiram ser ao mesmo tempo a melhor e a pior banda eleita pela Creem Magazine e fizeram história com apenas três álbuns oficiais: New York Dolls (1973), It´s Too Much Too Soon (1974) e One Day It Will Please Us To Remember Even This (ufa, de 2006).

O ano passado eles deram uma passada no Brasil no Festival Abril pro Rock e voltam esse mês para uma única apresentação no dia 25 de abril. Os membros remanescentes mais velhos, ainda vivos e aptos a tocar são o vocalista David Johansen e o guitarrista Syl Sylvain.

Além das letras deliciosamente sarcásticas e das unhas pink, eles ensinaram (ou desensinaram) muita gente por aí e fizeram caras como o Morrissey gritar como uma menininha nos shows, virando até presidente de fan club oficial.

Vamos ver se a barulheira ainda vale a pena ;)


Data:

25 de abril (sábado) às 22hs

$$
Pista: R$ 100,00
Mezanino: R$ 130,00
Camarote: R$ 180,00
Cartões de Crédito: Visa, Mastercard e Diners

Infos:
(11) 2198-7718

Vendas online:
www.viafunchal.com.br

terça-feira, 24 de março de 2009

Just a Fest - A apoteose aconteceu em São Paulo

O show do Radiohead que aconteceu ontem na Chácara do Jockey, em São Paulo, foi mais que uma apresentação, uma explosão sensorial. Tenho certeza que as 30 mil pessoas que estavam lá em algum momento sentiram um daqueles arrepios que sobem a espinha inteira até chegar na nuca.

O dia já amanheceu com um clima melancólico, completamente propício para o que estava por vir. No fim da tarde, a garoinha que começou fina cessou e deu ao lugar a atmosfera nostálgica que faltava, fazendo com que o lugar parecesse praticamente isolado do mundo.

Os Los Hermanos subiram ao palco no finzinho da tarde, às 18hs30. Abriram o show com “Todo Carnaval Tem seu Fim” e seguiram tocando sons como “O Vento” e “Andar”. Foi o show de retorno da banda depois de quase dois anos de recesso, deu tempo do Amarante dar um rolê na gringa, criar o Little Joy e vir tocar no Brasil, a Mallu Magalhães nascer, virar celebrity e o Marcelo Camelo pegar ela. A apresentação foi bela e despretensiosa, com os dois revezando os vocais, o público cantando junto, tudo super animado. Mas, muita gente acabou chegando tarde por causa do trânsito, ou da falta de espaço nos estacionamentos, o que lá pelas 19hs30 melhorou e deu a sensação de que o lugar tinha enchido de uma hora para outra.

SET LIST:
Todo Carnaval tem seu fim
Primeiro andar
O vento
Além do que se vê
Condicional
Morena
Andar
A outra
Cara estranho
Deixa o verão
Assim será
Cher Antoine
O vencedor
Retrato para Iá- Ia
Casa pré-fabricada
Último romance
Sentimental
A flor

Depois de deixar o clima folk e as cores terra de lado, quem sobe ao palco são os veteranos do Kraftwerk que vão performaticamente ao encontro dos quatro notebooks posicionados na horizontal, enquanto todos olhavam curiosos para ver o que iria rolar. Apesar do Radiohead não ser uma banda do mainstream e toda a galera “modernete” estar por lá, pasmei vendo muita gente estranhando a apresentação, o que me levou a refletir se estaríamos preparados para a música eletrônica.

Quando começaram a rolar as primeiras batidas de “Man Machine” e depois de uma falhadinha no som, o telão seguia a música com vários elementos visuais e a expressão geral ainda era meio de “what the hell is going on?”. Eu achei super fodasso, além das mil relações que criei, comparando a estrutura do quarteto com uma banda convencional e de como as letras minimalistas me despertavam uma reação muito mais reflexiva do que o normal. Uma sensação meio doida mesmo, de buscar explicações no subconsciente de um jeito menos auto-explicativo e muito mais icônico.

Os buxixos que pesquei no ar eram de “quem acha que isso é música?”, “eles devem estar no MSN” ou “tem certeza que esses caras são famosos?”. Comentários à parte, sons como “Computer World”, “Les Mannequins” (que virou “Somos Manequins”) e “Radioactivity” soaram assustadoramente atuais. Ainda tocaram “Tour de France”, “The Europe Express”, “Numbers” e “Aerodynamik”.

Uma das coisas que me atraíram foi ver que os caras realmente estavam fazendo aquilo ao vivo, com exceção de “Robots” que apesar de ter toooodo seu contexto específico, me fez sentir enganada pela gravação, eu tentei, mas não teve jeito...O show foi encerrado com com o vocalista Karl Bartos dizendo “Non stop the musique”.

Apesar de mais de 30 anos de carreira, os Kraftwerks com ternos bem alinhados e alguns cabelos grisalhos apontando na cabeça mostraram que mesmo depois de tanto tempo conseguem manter o caráter transgressor de sua música. E ainda que sejam super conhecidos na cena e na Europa muita gente ainda não está preparada para o que eles fazem. O que com certeza não tira o mérito visionário dos seus trabalhos.

SET LIST:
Intro
Man Machine
Planet of visions
Numbers
Computer World
Tour de France
Autobahn
Model
Computer Love
Les Mannequins
Radioactivity
The Europe Express
Robots
Aerodynamik
Musique non stop


Em meio a ruídos eletrônicos e gritos histéricos na platéia, a banda adentra o palco às 22hs em ponto. Dali para frente o tempo passaria tão rápido e intensamente que poucos perceberiam a hora de ir embora. A festança começou com “15 Step” e os tambores que anunciavam “There There” anunciavam também a primeira catarse da noite.

Thom Yorke dominou o espaço com sua performance tímida e ao mesmo tempo espontânea e as luzes colocadas em pontos estratégicos, faziam com que não fosse possível desviar os olhos do palco. “Karma Police” fez com que todos se perderam juntos cantando o “I lost my self” em um tom de voz tão suave e leve que dava prazer de ouvir, foi meio hipnótico e absurdamente lindo.

Rolaram sons de todos os álbuns em um set list muito bem organizado, cada música era uma surpresa que mantinha todos num estado eufórico quase 100% do tempo. O guitarrista Johnny Greenwood usou também uma vinheta de rádio em “The National Anthem” que apesar de ter deixado muitos em dúvida achando que fosse uma falha de transmissão, fazia parte dos efeitos do show.

A interação dos caras no palco era completamente harmoniosa e Johnny tocando “Pyramid Song” usando um arco de violino foi outro ponto alto da noite. “Paranoid Android” foi fantástica e o fato de ninguém estar esperando “Fake Plastic Trees” só fez sua introdução ecoar ainda mais alto.

No segundo bis, o pessoal já suspeitava de “House of Cards” e em “You and Whose Army” Thom sentou ao piano com a câmera virada para seu olho, como se tentasse espiar cada reação da platéia.

O “adivinha que som é esse?” do vocalista já anunciava os últimos acordes do festival. E “Creep” (o terceiro Bis!) foi ovacionada em uníssono de um jeito tão verdadeiro que não existem palavras que possam explicar. Enquanto Yorke cantava “I’m a weirdo”, uns caras do meu lado gritavam “eu também” e cada em seu momento pessoal acabou transformando suas emoções em uma energia positiva que se espalhou por todo o lugar. Simplesmente fantástico.

Teve gente que ainda se arriscou a gritar “High and Dry”. Mas, depois de quase duras horas e meia de show não tinha quem mais conseguisse ficar de pé, a sensação era de que tinham puxado de repente a tomada do universo paralelo e era hora de voltar a realidade. Independentemente de quem foi para curtir os sons mais famosos ou não, se era a música do Carlinhos ou não, os caras mostraram que não são banda de um sucesso só e que deixaram um público de 30 mil pessoas ainda mais fã por aqui. Espero que este show seja o primeiro de vários.

SET LIST:
15 Step (In Rainbows)
There There (Hail To The Thief)
The National Anthem (Kid A)
All I Need (In Rainbows)
Pyramid Song (Amnesiac)
Karma Police (Ok Computer)
Nude (In Rainbows)
Weird Fishes/Arpeggi (In Rainbows)
The Gloaming (Hail To The Thief)
Talk Show Host (B-side - Trilha Sonora do filme Romeu e Julieta)
Optimistic (Kid A)
Faust Arp (In Rainbows)
Jigsaw Falling Into Place (In Rainbows)
Idioteque (Kid A)
Climbing Up The Walls (Ok Computer)
Exit Music (For A Film) (Ok Computer)
Bodysnatchers (In Rainbows)

BIS 1
Videotape (In Rainbows)
Paranoid Android (Ok Computer)
Fake Plastic Trees (The Bends)
Lucky (Ok Computer)
Reckoner (In Rainbows)

BIS 2
House of Cards (In Rainbows)
You and Whose Army (Amnesiac)
True Love Waits (I Might Be Wrong)/Everything In Its Right Place (KidA)

BIS 3
Creep (Pablo Honey)

Mais do mesmo:
Com um show tão bom (o melhor dos últimos tempos), muita gente falou coisas extraordinárias sobre suas próprias viagens. Dá uma olhada aqui (onde esta resenha está publicada), aqui (sempre tem algo chato pra tentar estragar a festa) ou aqui (alguns bons motivos para você se arrepender de ter perdido). ;)

Fotos by:
Marcos Hermes

Creep (pois é, mooorra de inveja!)

domingo, 22 de março de 2009

IS THIS REAL MUSIC?

Aproveitando a pegada do show de hoje, o Carlos Merigo do Brainstorm #9 fez um post muito legal falando sobre como "Fake Plastic Trees" do Radiohead, acabou se tornando o "cartão de visita" dos caras no Brasil. Não é o caso de questionar se eles seriam mais ou menos famosos se não tivesse rolado a propaganda, já que além da banda não estar entre as dez mais populares, não levaria 30 mil pessoas pra um show por causa de um comercial que também já é meio antigo para o público imediatista de hoje. Só o fato dele ter repercutido bem é super considerável.

O engraçado é que esse tipo de ação cresceu horrores dessa época para cá. E o que antes era uma doação filantrópica, virou sustento de muita gente por aí. Acho que a comercialização da música nunca esteve em um pico tão alto e quanto mais meios, mais gente explorando isso de todas as formas. Empresas como a Motorola, Nokia e Sony Ericsson patrocinam clipes e ringtones de artistas e existem casos como o da Mallu Magalhães que teve boa parte do CD paga com a campanha feita para a Vivo. Tem também a Converse All Star que fez um vídeo lançado recentemente (esse aqui embaixo) com o Julio Casablancas do Strokes, Santogold e N.E.R.D.



O foda desses clipes é que você não distingue mais se é propaganda ou se é real mesmo. Só sei que fico realmente incomodada, mesmo sabendo que na atual seca da indústria fonográfica isso se torne compreensível e que o povo tem o leitinho das crianças para levar pra casa. Pô, mas fora isso, ver o carinha lá atender o celular 15 vezes em um clipe de dois minutos é mais que subestimar a inteligência do espectador.

Aí continuo cá com meus botões: até que ponto chegará essa prostituição do meio musical? Ainda tem banda, como o Radiohead mesmo, que prefere outros meios e faz uso do bom senso. Mas, tem gente que topa tudo pela grana e aí mais uma vez tenho que ser bombardeada pelo mesmo tipo de abordagem? Isso ainda é meio confuso para mim, mas prefiro continuar a acreditar na arte pela arte...

quinta-feira, 19 de março de 2009

Placebo na batalha por um lugar ao sol

Os ingleses do Placebo já aproveitaram a transição astral e mudanças interplanetárias para trocar de baterista, sair da gravadora e dar uma boa remodelada no som. Produzido por David Bottrill, o sexto álbum dos caras foi batizado de “Battle For The Sun” e tem previsão de lançamento para o dia 8 de junho de 2009.

Pelo visto as escolhas podem ser consideradas arriscadas, já que não é mais a Virgin que segura as pontas e sim a PIAS, um grupo de entretenimento europeu. E o baterista Steve Hewitt, que estava há praticamente 13 anos na estrada com eles, foi substituído por Steve Forrest, de apenas 22 aninhos.

Em entrevista à NME, o vocalista Brian Molko se mostrou bem otimista com a situação e deu essa declaração (que eu considero bem darth vaderiana): "Nós fizemos um disco sobre escolher a vida, escolher viver, dar um passo além da escuridão e em direção a luz. A escuridão é essencial, é parte de quem você é, mas dessa vez falamos sobre a escolha de caminhar em direção ao sol".

Profundo, né?! E para provar que eles estão na vibe positiva, a música de estréia - que já está disponível para download no site oficial – vem com uma pegada muito mais viva em relação aos outros álbuns. Mas, ainda assim, mantém a sonoridade intensa e a voz andrógena de Molko que já são algumas de suas marcas registradas.

Eles estão preparando material especial para ser lançado junto com o álbum e pelas notícias que andei lendo por aí, parecem estar realmente colocando a mão na massa. Vamos ver no que vai dar, né?! ;)
**Publicada na Goma

terça-feira, 17 de março de 2009

Dead Fish fala sobre Contra Todos


O Dead Fish vai lançar no próximo fim de semana o tão esperado álbum "Contra Todos" no Hangar 110, em São Paulo. Algumas semanas atrás bati um papo rápido com o Rodrigo e o Alyand na Deck Disk e não, você não vai ler um release ou entrevista extraordinária, nem vai ver um faixa a faixa do álbum. Aqui eles me contaram como se sentem a respeito da saída do Leandro Nô de uma outra forma, sobre a relação deles com o trabalho, qual a influência de São Paulo nas faixas e o que "Contra Todos" tem a ver com Neil Young na visão do Rodrigo.

No começo da entrevista, falo sobre uma conversa que tive com eles em um show que fui em Barueri, você pode conferir essa entrevista pré-álbum aqui.


Faz um tempo que a gente se encontrou no show de Barueri, lembra? Você me disse que o CD estava atrasado, que vocês precisavam lançar rápido...

Rodrigo: Tívemos muito stress com isso, queríamos lançar em junho ou agosto de 2007 e passamos por várias datas de lançamento. Nós anunciávamos na imprensa e ia atrasando, acabou virando um processo de quase um ano e meio no martírio. Nessa época do show de Barueri a gente já tinha um prazo de lançamento.

Alyand: Foi bom por que algumas músicas amadureceram e ficaram muito melhores, algumas tiveram mudanças extremas, quase viraram outras.

Rodrigo: Vieram sons novos também e com mais velocidade, o que era a proposta do disco.

Uma promessa que você cumpriu era que o disco ia ser rápido. Pode-se dizer que vocês voltaram às raízes?

Rodrigo: Pelo menos na parte do arranjo de cordas a ideia era ser bem mais rápido. Na verdade é quase isso, só que não dá para ter 17 anos de novo, né?!

Em um debate com o Branco Mello ele disse que para os Titãs foi um choque descobrir que a banda não era mais uma brincadeira e sim um trabalho. Aconteceu isso com o Dead Fish? Chegou uma hora que vocês começaram a levar como trabalho ou ainda é uma brincadeira de adolescente?

Rodrigo: Eu insisto em achar que isso ainda pode existir. Senão perdemos um pouco da nossa essência. Nossa música tem uma mensagem, uma essência quase inocente, não chega a ser no sentido infantil da palavra. Mas, em vários momentos há alguns anos atrás eu percebi que era trabalho.

Alyand: Acho que no Dead Fish se tomar como trabalho desanima.

Rodrigo: Até por que é um trabalho que não rende fundo de garantia. Fora que não rolaria tanta troca de energia.
Alyand: Acho que o legal é manter a amizade, a coisa de querer mostrar que você tem algo mais para falar na sua música. O desafio de fazer um disco depois de tanto tempo, uma coisa que as pessoas querem ouvir. Temos consciência que é um trabalho, mas não levamos isso ao pé da letra, se tivéssemos levado, talvez a banda já tivesse acabado. Preferimos pensar que ainda somos amigos, ainda temos a banda e que eu me sinto bem ao lado dele. De sentir o nervosismo de estar chegando o fim de semana para o próximo show, o importante é que esse sentimento ainda existe e isso que é legal.

Quando o Nô saiu, rolou insegurança? Tipo: e agora? Será que eu consigo segurar o barco sozinho?

Rodrigo: Eu acho que eu particularmente. Ele era um guerreiro, estava sempre com a gente ali, sempre aquela cara feia que impunha respeito, era uma carranca na frente do barco. Sinto ainda que estou no processo, acho que vamos cair na estrada agora e aí que vou ver o que é a estrada sem o cara. Já fiz shows sem ele, gosto pra caramba do Marco, mas foi uma escolha necessária.
Pela primeira vez na vida a gente não colocou a banda em cima da nossa individualidade.

Alyand: Acho que medo não. Para mim a banda em si é a amizade, não é igual trabalho. Na hora que eu não quiser mais estar com ele, eu vou chegar e falar que não quero mais e acabou independentemente se vai vir muito, pouco ou se não vai vir nada (de grana).

Rodrigo: Até por que a banda não é uma máquina de fazer dinheiro.

Alyand: É, não é o interesse também, a minha essência na banda ainda é a coisa de criança, você tem uma banda com as pessoas que você quer do teu lado. Por isso com a saída do Nô não foi medo, mas um desconforto já que era um cara que tocava há muito tempo comigo. Acho que ele é um cara muito forte e tinha muita coisa para mostrar que escondia, agora ele tem um novo desafio.

O que Contra Todos tem de diferente dos outros álbuns?

Alyand:
Eu não sei o por quê, mas queria que ele fosse um CD como é. Exatamente como é. Rápido, direto e de um banda que faz música sem pensar em consequência de números. De repente a gente tem um disco na mão que é atual, sem ter se programado para nada, ele foi espontâneo.

Rodrigo: O parâmetro de comparação da diferença é o “Um homem só” que é o CD que para a gente está mais estruturado como música. Eu acho que nele fizemos uma tentativa musical que para mim não deu certo, por isso a gente queria retomar um espírito e uma energia que sempre foi a nossa espontaneidade, sempre agradar o “dentro” da banda, fazer ensaio se divertindo.

Alyand: Com o “Zero e Um” foi o mesmo processo, uma coisa mais espontânea. E esse disco foi um dos que a gente se divertiu muito. Mesmo quando surgia a insegurança das músicas que chegavam de cara, foi o disco que eu realmente sonhei e estamos muito felizes com isso.

Rodrigo:
Estamos muito felizes com isso. É muito bom você conseguir chegar onde imaginou, nem sempre isso acontece. Eu nunca tinha ouvido nada da minha banda, a gente nunca ouve por muito tempo e agora ouvimos três, quatro vezes a mesma música.

E de onde veio o Contra Todos? No que vocês se inspiraram?

Alyand: Em todo processo de composição de disco eu me fecho para outras coisas. Mas, no meio do processo deste, eu me abri para coisas mais antigas tipo Ônix, Biohazard uns negócios que não tinha nada a ver com que a gente estava fazendo ali. Talvez isso tenha ajudado também.

Rodrigo: Eu não ouço mais hardcore, raramente ouço. Mas, nesse CD eu quis pegar um pouco da essência, por isso eu peguei e ouvi um pouco de Propagandi e um pouco das minhas coisas antigas, a formação dele (Alyand) é mais metal. A minha é mais punk rock tipo Black Flag, Circle Jerks e nas composições junto com o Felipe ouvíamos Faith No More e tiveram mais coisas aí, coisas que não tem muito a ver com o cd. Eu lembro que chamava a música Contra-Todos de Neil Young e ninguém entendia, só eu entendo até hoje por que era Neil Young, a levada era cruzona e no fim não tem nada a ver, mas eu lembro que o título lá atrás era esse.

As letras do Dead Fish tem uma característuica de protesto e reinvidicação. Como vocês conseguem transformar as coisas ruins do dia-a-dia em algo positivo?

Rodrigo: Você acha que é positivo?

O tema pode ser negativo, mas o fato de reivindicar não é positivo?

Rodrigo: Ah, é da minha índole, da minha formação. Esses dias teve um jornalista muito chato que ficou me perguntando qual era a inspiração. E eu falei que a cidade de São Paulo teve um peso muito grande, você pode ver pelas cores do CD, pelas letras. Eu moro no centro de São Paulo, eu amo essa cidade. Acho o lugar mais bonito e podre do mundo e essa foi a inspiração, acho que ele ficou um pouco indignado por eu ser um capixaba e falar da cidade e tecer críticas. Eu fiz a letra de "Contra Todos" depois que um mendigo morreu na porta da minha casa. Eu não tenho que achar que São Paulo é Manhattan como um monte de gente acha. E aí o cara ficou meio insultado com isso e ficou sacaneando meu sotaque, perguntando o que eu comprava em SP que não tinha no Espírito Santo. Minha inspiração é o meu meio, é onde eu vivo. Meu pai era um cara de esquerda, me ensinou o não conformismo que é um espírito de cidadania necessário, você ter a noção do meio que você vive e bom senso. Eu gosto de onde eu estou, é a cidade que me escolheu e que eu escolhi, mas não é por isso que eu tenho que achar que isso é “hype demais” ou “balada” entende? Qualquer movimento cultural paulistano/paulista tem a cor e a forma da cidade. Como estávamos inseridos nessa realidade foi o que rolou.

Alyand: E esse é um processo legal, desde “Zero e Um” a gente já envolve a cidade de São Paulo nas letras. O engarrafamento e as coisas que a gente vive aqui.

Vocês disseram no site que era o um dos melhores discos de hardcore do ano. Quais são as apostas ou preferências para 2009?

Rodrigo: Eu Serei a Hiena que eu fiz uma participação, mas q não é hardcore, é um post-hardcore, post-punk, rotulem como quiserem que eu acho interessantíssimo e um trabalho instrumental muito bem feito. Tem umas coisas legais do ano passado que eu queria relembrar tipo Descarga que é uma banda que eu tenho paixão com uma capa legal, o nome é “Canções para Guerra”, tem uma mulher com o rosto como se fosse o céu.

Alyand: Tem também o Garage Fuzz, que é uma banda super esperada e para mim a melhor ao vivo do Brasil no cenário independente.

Rodrigo: Eu também gostei do Kamal o rapper, é legal o CD dele. Tem o logo da bandeira da cidade (NON DUCOR DUCO) que quer dizer “Eu não sou conduzido eu conduzo”.

Para você qual é o papel da mulher na música?

Rodrigo:
A mulher sempre teve um papel importante no rock, elas sempre foram temas de letras desde o R&B e tem coisas maravilhosas falando sobre mulheres no rock mundial. Dos anos 70 pra frente elas passaram a ser parte do todo, a aparecer mais como artistas, criando e aparecendo no cenário. Desde Aretha Franklin ( que considero bastante roqueira) até Pitty no Brazaland. As mulheres tem um peso hoje bastante importante no cenário rock mundial, elas trazem uma visão bem diferente da dos homens e isso é muito relevante. Sem falar que o visual em cima do palco fica bem mais delicado e agradável do que só machos suados.

Para quem quiser ir ao show:
20, 21 e 22 de março
Local: Hangar 110 (Rua Rodolfo Miranda, 110 - Bom Retiro)
Tel.: 11 9389-3365 / 11 3229-7442
Horário de abertura da casa: a partir das 19h (ver programação completa abaixo)

20/03/2009 Sexta-feira às 19h00
(SHOW EXTRA) DEAD FISH / GARAGE FUZZ / QUESTIONS
ANTECIPADOS R$ 15 (1ºlote) 20 (2ºlote)

21/03/2009 Sábado às 19h00
DEAD FISH / GARAGE FUZZ / ZANDER / GOOD INTENTIONS
ANTECIPADOS R$ R$ 20 (2ºlote)

22/03/2009 Domingo às 19h00
DEAD FISH / CONFRONTO / ZANDER / NERDS ATTACK
ANTECIPADOS R$ 15 (1ºlote) R$ 20 (2ºlote)

Para compras antecipadas: R. 24 de Maio, 62 - loja 255 - f: 3361-6951) e Flame (R. 24 de Maio, 62 - loja 222 - f: 3224-8916

segunda-feira, 16 de março de 2009

Entrevista com a banda Mixtape

Conversei com a Priscila, vocalista e guitarra do Mixtape para conhecer um pouco mais sobre a banda e saber o que as garotas pensam. Elas já estão batalhando há um ano na cena curitibana e além de dar uma força para os profissionais locais, estão com o álbum "O Tormento do Tempo" saindo do forno, com direito a festança de lançamento marcada para o dia 14 de junho! Na entrevista ela falou sobre como a banda vem trabalhando, contou um pouco das correrias do dia-a-dia e ainda deu seus pitacos sobre visual, rock and roll e preconceito.

A banda tem só um ano. Antes disso vocês tocavam em algum lugar? Como surgiu o interesse de cada uma? Quando começaram a vida no rock and roll? Enfim, como surgiu o Mixtape?

Conheci a Helen e a Rê em 2003. As duas já se conheciam. A Rê já tinha tocado bateria quando era mais nova, mas tinha abandonado a música por causa do trabalho. Eu tocava violão e piano e quando a Helen me apresentou à Rê comentou que ela era baterista. Aí falei pra Helen que ela podia tocar baixo e a gente podia brincar nos fins de semana. Foi o que aconteceu, tocávamos todos os fins de semana na varanda da casa da vó da Helen, mas não compúnhamos nada. Só fazíamos alguns covers, levávamos a banda como uma brincadeira mesmo, nem tínhamos a intenção de tocar pro público. Depois de um ano paramos com a brincadeira porque estávamos todas em um ritmo meio alucinado de trabalho. A coisa morreu e voltamos a tocar só no início do ano passado, quando mais uma vez por brincadeira comprei um gravador digital e escrevi umas músicas. Mostrei pra elas, piramos com arranjos e disponibilizamos as músicas na internet pra ver no que dava. Pra nossa surpresa a aceitação foi excelente e em 1 semana nosso myspace já tinha mais de 2.000 plays e nossa comunidade no Orkut, em um mês, tinha quase 2.000 membros. Então resolvemos levar a brincadeira à sério.

Quais as suas principais influências? Seus ídolos e também bandas que detestam.


Cada uma têm influências diversificadas, mas em comum gostamos de bandas e cantores(as) como Pink, Pato Fu, The Killers, The Cranberries, No Doubt entre outros. Bandas que detestamos? Tem muita banda que não agrada a gente em matéria de som, mas mesmo assim não detestamos ou deixamos de respeitar, afinal sabemos que qualquer banda que chegou aos nossos ouvidos, chegou com mérito e esforço daquela banda.

Quais são as principais dificuldades que uma banda de mulheres ainda enfrenta? Rola algum tipo de preconceito?

Olha, até agora não sofremos com preconceito. Já ouvimos um ou dois comentários que tinham um quê de machismo, mas enfrentamos como qualquer outra crítica. Claro que quando se tem uma banda de mulher existe uma expectativa maior do público, pois inconscientemente ainda existe preconceito por ser algo relativamente novo pro rock. Mas pra gente tudo tem corrido bem até aqui! Haha.

Viver de música está cada dia mais difícil, hoje em dia o que vocês consideram ser uma banda bem sucedida?

Uma banda bem sucedida pra gente, é ser uma banda que conquistou seu espaço no mercado e tem fãs que consumam produtos/shows da banda suficiente para sustentá-la.

Como é o underground curitibano? No que vocês contribuem com ele? Vocês costumam organizar festivais com outras bandas para incentivar a cena ou ficam mais nos bastidores?


O público curitibano é excelente. Tem bastante banda que reclama do público que não apóia a cena local, mas nesse pouco tempo de estrada notamos que o público reflete o esforço de cada banda em buscá-lo. A gente valoriza muito a cena local e procuramos divulgar nossa música o máximo possível na cidade, afinal vivemos aqui e é aqui que podemos fazer com que as coisas aconteçam antes de mais nada. Com o auxílio de parceiros, já organizamos um festival de bandas femininas aqui em Curitiba, mas nosso maior apoio à cena está relacionado à equipe com a qual trabalhamos. Nossa divulgação tem ainda o maior foco em Curitiba, nosso CD está sendo gravado e produzido em Curitiba, por profissionais curitibanos, nosso videoclipe também. Estamos preparando um super lançamento aqui pra Curitiba. Enfim, são coisas que parecem não ser significantes mas acabam sendo, já que hoje grande parte das bandas daqui procuram profissionais em São Paulo e Rio de Janeiro para realizar seus trabalhos.

Vocês acham que o visual contribui na hora de vender a banda? No fim das contas o que importa mais a imagem ou o som?

O visual ajuda sim. É como colocar dois produtos em uma prateleira: um com uma embalagem que chame atenção do público, e outro que seja simplesmente um produto que serve para a finalidade descrita. As pessoas são visuais, elas vão querer a que tem uma embalagem legal. Mas também não são burras, então vão avaliar o conteúdo. Se comprarem um produto cuja embalagem é legal e o conteúdo não condizer com ela, nunca mais irão consumi-lo. Desta forma, vemos que a embalagem é tão importante quanto o som e vice e versa.

Vocês fazem músicas que falam sobre amor e temas do cotidiano e tem muita gente que acha que mais uma banda falando sobre isso é clichê, o que vocês acham disso? O que vocês acham que o Mixtape tem de diferente?

Respondo com a pergunta: o que não seria clichê em uma época em que já se falou sobre quase tudo? As pessoas escrevem sobre o que elas vivem ou presenciam. Se falássemos sobre política ou meio ambiente, existiriam críticas da mesma forma. As primeiras cinco músicas do cd falam sobre amor, mas procuramos diversificar nas outras 5 músicas, falando sobre dilemas que afligem a vida das pessoas, como o preconceito, a falta de tempo, a forma que as pessoas levam suas vidas, entre outras questões.

Ainda estamos construindo nosso diferencial. Temos muitas idéias e algumas delas só serão reveladas com o lançamento do cd. A princípio, ter uma banda somente de meninas é um diferencial, pois apesar de existirem muitas bandas, ainda é um cenário em ascensão. O fato de nosso som ser mais pop do que o som da maior parte das bandas femininas também é um diferencial, e nas próximas músicas do CD dá pra perceber um amadurecimento no sentido de identidade da banda também, mas preferimos não colocar rótulos a isso, pra manter o suspense e pra que as pessoas possam fazer isso pela gente, afinal somos o que as pessoas acreditam que somos.

Como é o dia-a-dia da banda? As correrias para lançar EP, vídeo, vocês contam com ajuda de alguém ou fazem tudo na raça mesmo?

Fazemos tudo o que dá pra fazer por nós mesmas. A Helen é fotógrafa e tem um talento excepcional pra edições no photoshop, então nosso material gráfico e fotos promocionais são feitos por ela em 90% das vezes. Toda a parte de criação gráfica acaba caindo sobre ela.

Eu cuido um pouco de tudo. Faço divulgação na internet, atualizo todo o material online da banda, componho as idéias iniciais das músicas, sou responsável pelo agendamento de ensaios e reuniões da banda, entre outras coisas.

A Rê fica com os contatos. É ela quem negocia preços, quem lidera equipe de trabalhos terceirizados, quem põe ordem no financeiro.

Pra trabalhos específicos contamos com ajuda de terceiros. Por exemplo, pra gravação do nosso CD, temos uma parceria com o W. Bala; pra gravação do videoclipe, foram unidas duas equipes de produção e captação respectivamente, o Rasputines e a Destilaria, e por aí vai.

Quais são as mulheres que vocês mais admiram dentro (e pode ser fora) do mundo da música?

A Gwen Stefani e a Pink são ótimas! São grandes influências pra nós três. Também admiramos a Madonna, como uma pessoa que soube fazer sucesso e mantê-lo, que constantemente se renova e conquista fãs de todas as idades.

Qual a previsão de lançamento do EP? Já tem nome? Como foi a produção? Teve algum produtor?

Estamos preparando o CD completinho mesmo, com 10 ou 11 faixas (ainda estamos decidindo esse detalhe), e será chamado “O Tormento do Tempo”. Está sendo produzido pelo W. Bala, que é um produtor bastante renomado e extremamente cuidadoso com os trabalhos que executa aqui de Curitiba.

Por que vocês amam (ou não) o rock and roll?

Sabe que nunca parei pra pensar nisso? Acho que não existe razão pra isso. Ou talvez exista, mas aí precisaríamos fazer uma auto-análise pra pensar onde isso tudo começou. RS.

Essa entrevista foi feita para o site Mundo Rock de Calcinha, da uma passada lá ;)

sábado, 14 de março de 2009

7 Ages of Rock #6 - Left Of The Dial

O programa 7 Ages of Rock foi criado pelo canal pago VH1 em parceria com a BBC Worldwide. O objetivo é contar a história do rock desde a primeira guitarra de blues, até sua influência nas bandas alternativetes de hoje.

Desde que estreou no dia 7 de fevereiro, estava super curiosa para ver o que ia rolar e suspeitava ligeiramente que ele se tornaria um daqueles mini documentários com histórias extremamente repetitivas e sem novidade que a MTV faz nos retrospectos por aí.

O primeiro episódio que assisti "Left Of The Dial" fala sobre a origem do rock alternativo americano. Achei super legal a sensibilidade que os caras tiveram para editar os depoimentos arquivados pela BBC, juntar com entrevistas das bandas hoje, trechos de shows e ainda colocar muitas informações curiosas, daquelas que você joga na mesa do bar no fim da noite.

Esse programa começou mostrando a cidade de Seattle como berço do genêro, nomeando o REM pai do alternativo e "Losing My Religion" como uma espécie de canção carro-chefe. Além disso, vem a super influência do Pixies sobre o Nirvana e o crescimento desenfrado da banda até que se torna uma vítima do próprio estrelato e acaba com o suicídio de Kurt Cobain, que por sua vez acaba com o início do rock alternativo. E ponto.

Especulações filosóficas à parte, foi legal ver Scott Litt domando os canais da mesa de som para produzir "Losing My Religion", os depoimentos da Kim Deal (uma das minhas ídalas baixistas) e o modo como resgataram o lado teen conflituoso do Kurt. Mas, não sei se pelo tempo curto (48 min) ou pela visão muito pessoal dos produtores William Naylor e Michael Poole, fiquei com a sensação de ter visto uma iniciativa legal. Porém inacabada, do tipo: como assim? é isso?

Ok, eu sei que ainda existe outro episódio por vir e talvez uma dessas minhas lacunas mentais possa ser desmistificada, por isso vou esperar "What The World Is Waiting For". Se poderei continuar achando o programa uma pergunta sem resposta (como você no fim desse post) ou que ele foi apenas mais uma tentativa de catalogar o estilo para ganhar um dim dim (ou não) só vai dar para saber no sábado que vem...

Os espisódios:

1 - The Birth of Rock
1.2- VH-1's My Generation
2 - White Light, White Heat
3 - Blank Generation
4 - Never Say Die
5 - We Are the Champions
6 - Left Of The Dial
7 - What The World Is Waiting For

No site tem vários vídeos legais referentes a cada episódio. Esse aqui embaixo é de uma versão feita pelo Nirvana no acústico que foi considerado por um editor da Rolling Stone gringa (e vários por aí), o último grande momento da banda e um pré-velório do Kurt (mórbido, não?!). Além disso, ele ainda me faz lembrar de tempos bons do colégio, quando eu tocava nos festivais organizados pela galera e cantava com tanta vergonha que o máximo que conseguia fazer era fechar o olho e segurar a saia esperando que ninguém estivesse me vendo.


quarta-feira, 11 de março de 2009

Oasis faz quatro shows no Brasil

Eis que os irmãos Gallagher e companhia voltam ao país tropical em maio para quatro shows, segundo eles “a maior turnê já feita no país”. A divulgação do sétimo álbum da carreira, "Dig Out Your Soul" ainda passará por várias cidades da América Latina. A última vez que eles deram as caras por aqui foi em 2006 na divulgação de "Don´t Believe the Truth".

Os ingressos começam a ser vendidos a partir do dia 20 de março no site ticketmaster. Mais informações nos telefones: (11) 2846-6000 (São Paulo) e 0300 789 6846 (outros estados).

Datas:

7/maio – Rio de Janeiro – Citibank Hall
9/maio – São Paulo – Arena Anhembi
10/maio- Curitiba – Pedreira Paulo Leminski
12/maio – Porto Alegre – Gigantinho

Sobre Dig Out Your Soul


Gravado obviamente nos estúdios da Abbey Road em Londres, o disco foi produzido por Dave Sardy que já trabalhou com Rolling Stones e LCD Soundsystem. Não sei se para o bem ou para o mal o quarteto segue sempre a mesma linha e o britrock gallagheriano não pareceu mudar muita coisa. Na Inglaterra fizeram uma ação de divulgação simultânea, onde o nome do álbum aparecia escrito em paredes e muros de cidades como Liverpool, Glasgow e Leeds.

Em uma entrevista à Reuters, Liam disse que o álbum é menos acústico e muito mais rock and roll. Ainda não escutei ele inteiro, mas gostei bastante da versão de Falling Down do Prodigy feita em parceria com Twiggy Ramirez (ex-atual-baixista do Marilyn Manson), ela pode ser ouvida no myspace oficial.

Track List:

1 Bag It Up - 2 The Turning - 3 Waiting for the Rapture - 4 The Shock of the Lightning - 5 I'm Outta Time - 6 (Get Off Your) High Horse Lady- 7 Falling Down - 8 To Be Where There's Life - 9 Ain't Got Nothin - 10 The Nature of Reality - 11 Soldier On

Ps.: Aê Ágatha! Vai poder tirar aquele seu vestido "verde Oasis" do armário =)

Devo entra em estúdio para primeiro disco de inéditas em 19 anos

Você lembra dos capacetes laranjas, uniformes amarelos e das chicotadas de “Whip It”? Pois é, o DEVO voltou oficialmente depois de 19 anos! Ou melhor, é a primeira vez que os caras (agora devovôs) entram em estúdio para gravar um álbum de inéditas desde Smooth Noodle Maps, em 1990.

De lá para cá eles já lançaram todo tipo de “Greatest Hits”, “The Best Of” e “Live” (para ganhar um extra imagino), ainda trabalharam com a Disney e fizeram vários shows incluindo o Planeta Terra 2007. Mas, só ano passado resolveram compor algo novo e deram uma prévinha do que viria com o ótimo single “Watch Us Work” que pode ser conferido no myspace da banda.

Além dos clipes pioneiros divertidíssimos e do satírico conceito “de-volution” o quinteto tem muita História e representação no meio musical, sendo um dos primeiros a escancarar definitivamente a porta da new wave com o uso de sintetizadores e daquela técnica de chimbau+caixa que a meninada acha que o Killers inventou.

O álbum ainda sem nome vai ser lançado no segundo semestre de 2009. Enquanto esperamos a porta da devolândia abrir, você pode matar a saudade no vídeo aí embaixo. Enjoy it! =)



**Também publicada na Goma.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Lançamento do livro Diário de Palco

Sabe aquelas dúvidas polêmicas que você tem sobre emo, hardcore, indústria fonográfica, relacionamento com gravadoras e mercado independente que parecem que nunca serão respondidas?

Então, o Gustavictho Pelogia teve coragem de fazê-las para uns caras que além de vir representando (ou não) na cena independente, respiram e vivem hardcore boa parte do dia. O livro é uma compilação de entrevistas que revelam um pouco sobre os demônios que cercam o underground brasileiro há oito anos, quando o emo nem tinha a ver com pintar o olho e alisar o cabelo.

No lançamento, além da exposição das fotos fodásticas de shows do Luringa e Mauricio Santana, vão rolar as apresentações acústicas do Niper (Pull Down), Otávio Cavalheiro (ex-falante) e Natashha.

As entrevistas em áudio vão estar no site a partir do dia 6 de março. A festança é "de grátis" e o livro vai sair por $25 (espero que este jabá tenha rendido o meu, hein Gustavo!? hehe).

Entrevistados:
Fausto (Dance of days)
Sandro (Aditive)
Sonrisal (Hateen)
Capilé (Sugar Kane)
Cuper (ex-Fresno)
Felipe (Ideal Shop/Records)
Nick (Oba Shop/Records/Fistt)
Francesco (F Records)
Marco (Hangar 110)
Dario (Vale Punk)

Lançamento:

Livro Diário de Palco
Dia 17/03 (terça-feira), 18h
Livraria Pop - R. Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 297 - Pinheiros (perto da Tribe House!)
Entrada - Grátis
Exposição de fotos - Luringa e Mauricio Santana
Shows acústicos - Niper (Pull Down), Otávio Cavalheiro (ex-Falante) e Natashha
http://www.diariodepalco.com.br/

Nova colaboração – Goma Electropocket


Assumo que já tive meus dias radicais, aliás, você provavelmente já deve ter vivido um desses dias. Quando tem lá seus quinze anos e música tem muito mais a ver com viver um estereótipo do que de fato ouvir o som. Mas, o tempo passa e o leque finalmente acaba se abrindo. Hoje, ouço coisas que nem passariam por aquela cabecinha que transbordava arrogância juvenil, achando que só o fato de ouvir Ramones, Stooges e Dead Kennedys bastava para salvar o mundo.

E é com muito prazer que anuncio mais uma parceria malagueeña (êêêê)! Só que essa é um pouquinho diferente. Abandonarei (só por alguns instantes) a poeira dos meus álbuns antigos (que eu adoro) para falar sobre tudo o que está rolando de novo e o que vier na cabeça. Por que quem sobrevive de retrô é loja de antiquário, né beim?! haha

Desse modo, adentro o universo das mixagens e pick-ups gomísticas para você ter a oportunidade de conhecer uma revista super legal! A Goma acabou de fazer 1 aninho, mas já anda dando o que falar por . Além da pocket que você pode ler na íntegra no site, o blog está bombando notícias diárias sobre tudo o que rola na cena eletrônica.

Meu primeiro post foi sobre o álbum novo da banda Muse. O frontman doidão Matthew Bellamy, simplesmente acordou achando que é Beethoven e resolveu lançar um CD de música clássica em pleno século 21!

Não sabe o que é o Muse e muito menos o Bellamy? Dá uma ouvida no myspace, é muito bom.

Quer saber mais sobre o novo álbum? Cola lá na Goma que você descobre. ;)